quinta-feira, 26 de abril de 2018

Troféu Literário pt. 4


Olá, pessoas! Tudo bom? Trago agora a última Parte do Troféu Literário!

5. Os “mais”

a) A leitura mais difícil: Os lusíadas - Camões

 Nesta obra - composta de dez cantos, em versos decassílabos -, misturam-se o conteúdo épico e o lirismo de Camões. A narrativa básica tem por tema a célebre viagem de Vasco da Gama em busca de um caminho para as Índias, mas boa parte do poema é dedicada aos grandes feitos dos reis portugueses. É, portanto, a narrativa da história de Portugal, das suas origens à época em que viveu o poeta. Os Lusíadas é considerado a obra mais importante da língua portuguesa.







b) A leitura mais fácil: todos do Harlan Coben 


c) O livro que li mais rápido: Crônicas – Antônio Maria













d) O livro que mais demorei para ler: Shantaram – Gregory David Roberts

 Inspirado em acontecimentos da vida do próprio autor, Shantaram narra a história de Lin, que após fugir de uma prisão de segurança máxima, na Austrália, vai para a Índia redescobrir o sentido da vida. Ao lado de Prabaker, seu guia e amigo fiel, Lin mergulha em uma aventura arrebatadora pelo submundo de Bombaim (atual Mumbai), onde abre um posto médico gratuito, faz sua iniciação no mundo do crime organizado e começa a ser perseguido por um inimigo tão misterioso quanto influente.


Sucesso internacional, com mais de dois milhões de exemplares vendidos, Shantaram é o fruto de uma vivência intensa e pessoal do autor, revelando variadas facetas da Índia, desde a sórdida vida na cadeia até a exuberância dos estúdios de Bollywood.

O nome da rosa – Umberto Eco

 Ficção de estréia de um dos mais respeitados teóricos da semiótica, O Nome da Rosa transformou-se em prodígio editorial logo após seu lançamento, em 1980.

Tamanho sucesso não parecia provável para um romance cuja trama se desenrola em um mosteiro italiano na última semana de novembro de 1327.
Ali, em meio a intensos debates religiosos, o frade franciscano inglês Guilherme de Baskerville e seu jovem auxiliar, Adso, envolvem-se na investigação das insólitas mortes de sete monges, em sete dias e sete noites.
Os crimes se irradiam a partir da biblioteca do mosteiro - a maior biblioteca do mundo cristão, cuja riqueza ajuda a explicar o título do romance: "o nome da rosa" era uma expressão usada na Idade Média para denotar o infinito poder das palavras.
Narrado com a astúcia e graça de quem apreciou (e explicou) como poucos as artes do romance policial, O Nome da Rosa encena discussões de grandes temas da filosofia europeia, num contexto que faz desses debates um ingrediente a mais da ficção.
O livro de Eco é ainda uma defesa da comédia - a expressão do homem livre, capaz de resistir com ironia ao peso de homens e livros.


E por fim…

Em 2017, minha meta era não tinha meta e terminei o ano com 66 leituras.

Para 2018, minha meta é ler mais de 66 livros.


terça-feira, 24 de abril de 2018

Sobre crescer


Nós crescemos, mas tudo ficou igual. A diferença é que as pirraças de crianças ganharam um ar mais “maduro” e a justificativa é conflito de interesses. Os jogos se transformaram em coisa séria e as brincadeiras são sarcásticas e irônicas.
Mas as meninas malvadas cresceram e os bombados sem cérebro também. Os nerds viraram chefes e as roqueiras entraram na faculdade. Algumas têm até filhos. Outras, saíram do país.

Quase ninguém alimenta os mesmos sonhos de mudar o mundo e os mais revoltados com o sistema se tornaram parte dele. O sonho adolescente acabou e nunca foi realizado. Mas o lugar que ele ocupava continua lá: habitado por dúvidas e inseguranças. Por mudanças e incertezas. Pelo medo de olhar para trás e perceber que a criança que um dia fomos não se orgulha do adulto que nos tornamos.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Troféu Literário pt. 3 - As sensações


Olá, pessoas, apresento à vocês a terceira parte do troféu literário:


4. As sensações


a) O beijo que me fez suspirar: Retrato mortal (Quando Eve vai até à Irlanda atrás de Roarke)
Eve Dallas vive no ano de 2059, mas nem por isso é uma detetive diferente das atuais: corajosa, destemida, inteligente e muito impaciente. Neste mais recente volume, ela está à caça de um serial killer que assassina vítimas jovens e inocentes, as fotografa após a morte e, no fim, envia as poses para os jornais como se fossem modelos à procura de um emprego. 

A trama começa quando um corpo é encontrado num reciclador de lixo e uma repórter, amiga da tenente Eve Dallas, repassa a informação à policial. Eve parte, então, no encalço de um criminoso que se propõe a oferecer às suas vítimas a eternidade arrancando-lhes a vida no auge da juventude. O assassino, supostamente um fotógrafo ou uma fotógrafa, observa, analisa e registra cuidadosamente cada movimento de seus modelos antes de capturá-los. Sua missão macabra é absorver a inocência, a beleza, a juventude e a vitalidade das vítimas, sugando-as para a câmera com o intuito de tirar um derradeiro e assustador... retrato mortal. 

Para dificultar ainda mais a tarefa de Eve Dallas, um inesperado obstáculo se colocará à sua frente: seu marido, Roarke, descobrirá terríveis fatos sobre o próprio passado. Assim, ela terá de dar assistência ao homem que ama, caminhando na corda bamba que liga a sua vida profissional à pessoal, e buscando justiça nos dois lados do seu mundo.

b) O trecho que mais me marcou: A Cabana – William P. Young - Quando o autor fala sobre o perdão.
 A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.



c) A história que mais me inspirou: Vigiar e punir – Michel Foucault - TCC demoníaco!



 É um estudo científico, documentado, sobre a evolução histórica da legislação penal e respectivos métodos coercitivos e punitivos, adotados pelo poder público na repressão da delinqüência. Métodos que vão desde a violência física até instituições correcionais. 







d) O livro que acabou com as minhas lágrimas: Em casa com Nabokov – Leslie Daniels
 Mãe de dois filhos, divorciada, trinta e nove anos.

* * *
Um manuscrito não publicado de Vladimir Nabokov.
* * *
Um plano de negócios questionável.
* * *
Uma jornada que provará ser deliciosamente fervorosa,
sinistramente cômica e sábia.


“Não há uma única nota falsa ou frase chata nesse livro surpreendente, comovente, sexy e muito, muito engraçado... Uma daquelas histórias que o faz desejar encontrar todos os personagens para um chá.”

Se eu ficar – Gayle Forman
 A última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... E o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.





e) A trama que me causou arrepios: Estrada da Noite – Joe Hill
 Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
"Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto..."
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.
Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.


f) O livro que me deixou mais curioso: Inferno – Dan Brown
 Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.

No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri.

Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.


g) A obra que me fez gargalhar: tequila vermelha – Rick Riordan
 

Jackson "Tres" Navarre retorna para sua cidade natal dez anos após o assassinato de seu pai. Porém, o caminho para as respostas em San Antonio, Texas, é bem mais difícil do que se pensava. Encontros com a máfia, jogos políticos, corrupção e dramas familiares tentarão desviar Tres da verdade ou matá-lo, o que acontecer primeiro.







h) A história da qual eu sinto mais saudades: O conde de monte cristo – Alexandre Dumas
 Um clássico da literatura, que mexe com a imaginação e a sensibilidade de milhões de leitores há mais de 150 anos, ganha finalmente a edição brasileira que merece: em caixa com dois tomos, ilustrado com 170 gravuras de época e enriquecido por mais de 500 notas explicativas. O romance constrói um suspense atrás do outro, numa sequência de peripécias de tirar o fôlego - traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos e vinganças. Publicado originalmente na forma de folhetim entre 1844 e 1846, dois anos depois já circulava em diversas línguas sob a forma de livro, numa carreira vertiginosa que só encontra paralelo na saga de Os três mosqueteiros, outro best-seller de Alexandre Dumas. O conde de Monte de Cristo volta para acertar suas contas com leitores de todo o Brasil.
"Alexandre Dumas diverte como uma lanterna mágica. ... O amor conserva a decência, o fanatismo é alegre, os massacres fazem sorrir." 


i) O crime que me pegou de surpresa: Inferno – Dan Brown

terça-feira, 27 de março de 2018

Livros lidos - Fevereiro 2018

1 – Misto Quente – Charles Bukowski

O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, de origem alemã, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski (1920-1994).

Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, Misto-quente (publicado originalmente em 1982) cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade, a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século 20. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando ele já contava mais de sessenta anos, Misto-quente ilumina toda a obra de Bukowski. Pode-se dizer: quem não leu Misto-quente, não leu Bukowski.


Demorei muito tempo para ler Bukowski por preconceito mesmo. Nunca me pareceu o tipo de livro que eu gostaria de ler, embora entenda porque tantas pessoas adoram sua escrita. “Misto quente” não era o que eu imaginava que seria, mas também não foi uma surpresa, porque não gostei do livro nem do seu personagem principal, Henry.


2 – Guerra Civil – Stuart Moore

Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark – o Homem de Ferro – é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. Assim começa a Guerra Civil.

Fiquei extremamente ansiosa para ler este livro e não me decepcionei. Na verdade, por se tratar de uma adaptação de quadrinhos, eu não esperava muita coisa. Entretanto, tive uma surpresa boa. Ok, não é um romance super elaborado e inesquecível, mas é uma leitura agradável e com certos detalhes que tornam a história envolvente.


3 – Salva por um cavalheiro – Stephanie Laurens

Londres, 1829.
Impetuosamente sequestrada do baile de noivado de sua irmã Heather Cynster com o Visconde Breckenridge, Eliza desperta em um coche estranho a caminho de Edimburgo… Após passar 3 dias e 3 noites sedada, ela fará de tudo para escapar — nem que precise fingir estar desacordada para enganar seus algozes ao longo do percurso. 
Enquanto percorre os prados escoceses pensando em pergaminhos a serem decifrados e em uma esposa com quem possa compartilhar a vida, o erudito Jeremy Carling é pego de surpresa ao ver uma mulher gritando desesperada de dentro de um coche. Parecia alguma conhecida… Alguém a quem fora apresentado em um salão londrino… Mais precisamente… Eliza Cynster!
Apesar de não ser nenhum herói, e sim um especialista em hieróglifos de grande prestígio, seu código de cavalheiro jamais permitiria ignorar uma dama aflita! Mas o perigo os espreita sorrateiramente na forma de um lorde misterioso que insiste em se apoderar de uma das irmãs Cynster. Um confronto à beira do penhasco colocaria um ponto final aos ardis do vilão oculto? Ou seria o momento certo para Eliza e Jeremy ousarem assumir um amor que nasceu em meio a tantos percalços? 

Em “Salva Por Um Cavalheiro”, Stephanie Laurens presenteia seus leitores com a apaixonante história de Eliza, a segunda irmã Cynster, e Jeremy. Ao longo das estradas, vales e montanhas que ligam Edimburgo a Londres, a autora desenvolve uma narrativa audaciosa com personagens sedutores em uma trama de mistério capaz de prender a atenção até a última página.

De todos os três livros da série das irmãs Cynster, este foi o que eu menos gostei. Mas ele cumpre o que promete, a princípio. Eliza é mesmo a irmã menos “temperamental”, digamos assim, e o erudito que a salva é algo a mais do que um erudito, mas não muito.

4 – Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

Memórias de um sargento de milícias', de Manuel Antônio de Almeida, é considerado um dos mais importantes romances brasileiros e inscreveu-se de forma permanente na história da literatura. Seu estilo leve, ágil, e seus personagens que oscilam entre a malandragem e a ironia fizeram dela uma obra única no cenário do século XIX.

Eu sempre tenho certo receio de ler clássicos brasileiros, muito embora tenha gostado de muitos. “Memórias de um sargento de milícias” é um dos que fica no meio termo: eu gostei, mas não vai para a minha lista especial de livros da vida rsrs.



5 – Dos delitos e das penas – Cesare Beccaria


Beccaria foi o primeiro jurista a levantar-se em favor da humanidade e da razão, denunciando os julgamentos secretos e as torturas empregadas como meio de se obter provas de um crime. Uma de suas teses é a igualdade, perante a lei, dos criminosos que cometem o mesmo delito. Sua obra exerceu influência decisiva na reformulação da legislação vigente da época, estabelecendo os conceitos que se sucederam.

Depois de formada na faculdade resolvi ler um dos livros que foram indicados lá no primeiro período. Não que tenha sido uma novidade, Beccaria é tão citado nas doutrinas jurídicas que o livro inteiro me deu uma sensação de nostalgia. É uma ótima leitura, independentemente do ramo de atuação do leitor.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

#eu



Eu tenho essa mania de guardar tudo para mim. Fica aqui dentro, tomando um espaço que pesa, sem ser compartilhado ou amenizado. Às vezes, eu nem escrevo porque é difícil demais criar metáforas para o que sinto.
Eu me calo, engulo as palavras e espero que elas voltem para me sufocar. E me sufocam. Depois de um tempo, o fardo fica pesado demais e eu resolvo deixar meu “botão do foda-se” ligado.
E quando a explosão vem, é como se Hiroshima se repetisse em mim.

Eu não me importo com vítimas nem com efeitos colaterais. Por um momento, eu não ligo para quem possa ser atingido. A única coisa da qual eu preciso é explodir.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Livros lidos - janeiro 2018


Olá, pessoas, trago aqui uma pequena lista dos livros que eu li em janeiro de 2018.

1 – Querer e Poder – Nora Roberts

O milionário Jolley Folley sempre sofreu com o estigma de ser um excêntrico incorrigível. De sua numerosa família, apenas dois sobrinhos o compreendiam: a designer de joias Pandora McVie e o escritor Michael Donahue. Apesar de amarem o tio, os dois não se suportam. Ainda assim, ao serem nomeados os únicos herdeiros da imensa fortuna de Jolley, se tornam reféns de seu último desejo: viverem em seu castelo durante seis meses sem ficarem separados um do outro por mais de 48 horas. Pandora e Michael não se importariam de abrir mão da herança, mas preferem que os abutres da família não se tornem os beneficiados. E, em meio a insultos e provocações, além de uma série de sabotagens misteriosas, acabam descobrindo que a ideia do velho Folley talvez não fosse tão ruim...


Fazia muito tempo que eu não lia algum romance da Nora, que sempre foram os meus favoritos. “Voltar às origens”, por assim dizer, me fez pensar sobre como meu nível de “exigência” evoluiu. Querer e poder é um romance bem característico da autora, mas não faz jus ao talento da minha escritora favorita. É aquela coisa: é bom, mas poderia ser melhor. Bem melhor. Mas para quem está começando a ler, é um bom começo.

2 – A arte da ilusão – Nora Roberts

Meio fada, meio bruxa e dona de um orgulho selvagem, Kirby Fairchild se sente como um animal acuado na presença do pintor Adam Haines. Seu sexto sentido está sempre alerta contra ameaças e imprevistos, e Adam pode ser classificado em ambas as categorias. Afinal, ele investiga o desaparecimento de um Rembrandt, e o principal suspeito é o pai de Kirby.
Para enfrentar o perigo, Kirby decide utilizar sua arma mais poderosa: a sedução. Mas ela não imagina que Adam lida muito melhor com situações definidas do que com subterfúgios. Mesmo assim, ele gostaria de não ser tão vulnerável aos encantos de Kirby…
Ao entremear segredos, traições e mistérios, Nora Roberts apresenta aos leitores mais um romance com sua marca registrada e um final surpreendente.


Basicamente a mesma coisa do primeiro livro, só que com duas outras observações: a sinopse não tem ligação nenhuma com o livro (vai entender!) e o desenvolvimento dos personagens deixa a desejar. É claro que não podemos comparar um livro único com uma série (que tem mais tempo para desenvolver os personagens), mas, mesmo assim, não é lá essas coisas.

3 – O primo Basílio – Eça de Queiroz

 (Sem sinopse)

Eu não espero muito dos clássicos, porque tenho certa “preguiça” de ler. Acho que por isso “O primo Basílio” me surpreendeu muito. A linguagem de Queiroz não é tão rebuscada quanto a de outros autores clássicos (José de Alencar, por exemplo) e o livro é mais direto que os outros que li antes. Continuo acreditando que clássicos não deveriam ser enfiados goela abaixo dos adolescentes, mas, se tiver que ser assim, que sejam livros mais fáceis de ler, como O primo Basílio.



4 – O Ateneu – Raul Pompéia

Publicado pela primeira vez em 1888, o livro conta a história de Sérgio, um menino que é enviado para um colégio interno renomado na cidade do Rio de Janeiro, denominado Ateneu. Comandado pelo diretor Aristarco, o colégio mantém regras rígidas e princípios da aristocracia da época. A obra critica a sociedade brasileira do final do século XIX, tomando como metáfora o Ateneu, seu reflexo, um lugar onde vence sempre o mais forte.





Não gostei pelo mesmo motivo que não gosto da maior parte dos clássicos brasileiros: a linguagem é muito rebuscada, o que dificulta o entendimento. É um livro de memórias, o que, para mim, não é muito envolvente também.

5 – De repente, o desejo – Susan Fox

Merilee Fallon está para se casar quando começa a se sentir incomodada com a situação. Apaixonada desde os sete anos por Matt, ela sempre sentiu que ele era sua alma-gêmea até que ela vê suas irmãs chegando para o casamento. Todas apaixonadas, vivendo fortes emoções. Ela também queria aquilo, viver uma paixão louca, encontrar um cara que lutasse por ela. Esse casamento pode estar com as horas contadas! 
Matt sempre planejou a vida ao lado de Merilee, e a chegada do casamento só reforça seu amor por ela. Mas quando Merilee entra em crise pré-casamento e decide adiar tudo, ele fica sem chão. Qual seria a maneira de tentar reconquistar o amor de sua vida? 
No último volume da saga das Fallon, acompanhe o fechamento dessa incrível história, na qual o amor, o cara ideal, o destino e o desejo acertaram em cheio o coração dessas lindas irmãs!


É o encerramento da série de quatro livros escritos pela Susan Fox. Os livros não tem nada que fuja do clichê (talvez a ideia de que todas as irmãs encontraram o amor da suas vidas numa viagem, mas...), então não se pode esperar muito do requisito “surpresa”. As histórias serem “baseadas” na teoria do caos talvez seja o que mais fuja do clichê, mas a ideia poderia ser melhor aproveitada, acredito. 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Idade

Suas rugas são linhas de mapas. Que definem as rodovias e as estradas de terra por onde o tempo marcou sua pele. As manchas são as pegadas que as pessoas deixaram quando passearam por você. O brilho do olhar é o sol. Às vezes é nublado, por conta da catarata. Outras, cansado, por conta dos tapas que a vida te deu.
A flacidez da pele apareceu quando você se sentiu renovada e se esticou toda, como um gato. A osteoporose é o resultado de todas as vezes que seus ossos sustentaram o resto do corpo, e o peso de todos os que você carregou. Principalmente aqueles que não sobreviveram.
As estrias são os caminhos percorridos por quem nunca foi corajoso o suficiente para desviar e enfrentar as pedras. A combinação de cicatrizes é única, só sua, quase uma impressão digital. Digital essa que já se apagou, devido aos calos que o trabalho forneceu e das vezes que o forno queimou seus dedos.

A bengala é para evitar que você manque. Depois de tanto ser derrubada, é preciso de algo para te sustentar.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Adornos


Somos nós os “cérebros-anão” da contemporaneidade
Os que botam fé no Deus-Google
Os que precisam sempre de entrada USB
Que morrem se não se carregar

Somos a maior farsa de todos os séculos
Fantasiados de espíritos infinitos
Pregadores da liberdade
Desde que ela esteja conectada

Somos tão limitados que nos esprememos
Até cabermos numa moldura azul e branca
Facebook: o relicário social.
O novo antibiótico dos desesperados:
Compartilhar uma vida linda
Causar inveja nas inimigas (e nas amigas)
Antidepressivo moderno.
Engolido com água da torneira
Porque a garrafa de vinho tinto da foto
Foi só para enfeitar.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Troféu Literário pt. 2 - Os personagens/As surpresas e decepções


Olá, pessoas, cá estou com a segunda parte do Troféu Literário!


2. Os personagens

a) O meu personagem queridinho: 
*Menções Honrosas: Summerset - Série Mortal (J. D. Robb)

b) O personagem que me deu nos nervos: Alasca Young – Quem é você, Alasca (John Green)
Zoey Redbird – House of Night (P. C. Cast e Kristin Cast)
Bella Swan – Crepúsculo (Stephenie Meyer)

c) O meu casal queridinho: Eve Dallas e Roarke - Série Mortal (J. D. Robb)
Diana Blade e Caine McGregor – Destino Tentador (Nora Roberts)

d) O casal que me fez querer vomitar: Evangeline e Alec Caim – Série Marcada (Sylvia Day)

e) O personagem coadjuvante que roubou a cena: Prabaker – Shantaram
Peabody – Série Mortal
Seth – Trilogia dagratidão – Nora Roberts

f) O personagem coadjuvante que eu mataria: Nan Dillon – Rosemary Beach

3. As surpresas e decepções

a)    O autor que mais me surpreendeu: Machado de Assis

b)   O autor que mais me decepcionou: Nicolas Sparks
*Menção honrosa: David Nichols

c)    O livro que mais me surpreendeu: Shantaram – Gregory David Roberts
*Menção honrosa: Águapara elefantes – Sara Gruen
A cabana – William P. Young

d)   O livro que mais me decepcionou: Gone - Lisa Mcman
*Menção honrosa: Tormenta - Lauren Kate

Infinito – Alison Noel
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