sábado, 10 de fevereiro de 2018

#eu



Eu tenho essa mania de guardar tudo para mim. Fica aqui dentro, tomando um espaço que pesa, sem ser compartilhado ou amenizado. Às vezes, eu nem escrevo porque é difícil demais criar metáforas para o que sinto.
Eu me calo, engulo as palavras e espero que elas voltem para me sufocar. E me sufocam. Depois de um tempo, o fardo fica pesado demais e eu resolvo deixar meu “botão do foda-se” ligado.
E quando a explosão vem, é como se Hiroshima se repetisse em mim.

Eu não me importo com vítimas nem com efeitos colaterais. Por um momento, eu não ligo para quem possa ser atingido. A única coisa da qual eu preciso é explodir.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Livros lidos - janeiro 2018


Olá, pessoas, trago aqui uma pequena lista dos livros que eu li em janeiro de 2018.

1 – Querer e Poder – Nora Roberts

O milionário Jolley Folley sempre sofreu com o estigma de ser um excêntrico incorrigível. De sua numerosa família, apenas dois sobrinhos o compreendiam: a designer de joias Pandora McVie e o escritor Michael Donahue. Apesar de amarem o tio, os dois não se suportam. Ainda assim, ao serem nomeados os únicos herdeiros da imensa fortuna de Jolley, se tornam reféns de seu último desejo: viverem em seu castelo durante seis meses sem ficarem separados um do outro por mais de 48 horas. Pandora e Michael não se importariam de abrir mão da herança, mas preferem que os abutres da família não se tornem os beneficiados. E, em meio a insultos e provocações, além de uma série de sabotagens misteriosas, acabam descobrindo que a ideia do velho Folley talvez não fosse tão ruim...


Fazia muito tempo que eu não lia algum romance da Nora, que sempre foram os meus favoritos. “Voltar às origens”, por assim dizer, me fez pensar sobre como meu nível de “exigência” evoluiu. Querer e poder é um romance bem característico da autora, mas não faz jus ao talento da minha escritora favorita. É aquela coisa: é bom, mas poderia ser melhor. Bem melhor. Mas para quem está começando a ler, é um bom começo.

2 – A arte da ilusão – Nora Roberts

Meio fada, meio bruxa e dona de um orgulho selvagem, Kirby Fairchild se sente como um animal acuado na presença do pintor Adam Haines. Seu sexto sentido está sempre alerta contra ameaças e imprevistos, e Adam pode ser classificado em ambas as categorias. Afinal, ele investiga o desaparecimento de um Rembrandt, e o principal suspeito é o pai de Kirby.
Para enfrentar o perigo, Kirby decide utilizar sua arma mais poderosa: a sedução. Mas ela não imagina que Adam lida muito melhor com situações definidas do que com subterfúgios. Mesmo assim, ele gostaria de não ser tão vulnerável aos encantos de Kirby…
Ao entremear segredos, traições e mistérios, Nora Roberts apresenta aos leitores mais um romance com sua marca registrada e um final surpreendente.


Basicamente a mesma coisa do primeiro livro, só que com duas outras observações: a sinopse não tem ligação nenhuma com o livro (vai entender!) e o desenvolvimento dos personagens deixa a desejar. É claro que não podemos comparar um livro único com uma série (que tem mais tempo para desenvolver os personagens), mas, mesmo assim, não é lá essas coisas.

3 – O primo Basílio – Eça de Queiroz

 (Sem sinopse)

Eu não espero muito dos clássicos, porque tenho certa “preguiça” de ler. Acho que por isso “O primo Basílio” me surpreendeu muito. A linguagem de Queiroz não é tão rebuscada quanto a de outros autores clássicos (José de Alencar, por exemplo) e o livro é mais direto que os outros que li antes. Continuo acreditando que clássicos não deveriam ser enfiados goela abaixo dos adolescentes, mas, se tiver que ser assim, que sejam livros mais fáceis de ler, como O primo Basílio.



4 – O Ateneu – Raul Pompéia

Publicado pela primeira vez em 1888, o livro conta a história de Sérgio, um menino que é enviado para um colégio interno renomado na cidade do Rio de Janeiro, denominado Ateneu. Comandado pelo diretor Aristarco, o colégio mantém regras rígidas e princípios da aristocracia da época. A obra critica a sociedade brasileira do final do século XIX, tomando como metáfora o Ateneu, seu reflexo, um lugar onde vence sempre o mais forte.





Não gostei pelo mesmo motivo que não gosto da maior parte dos clássicos brasileiros: a linguagem é muito rebuscada, o que dificulta o entendimento. É um livro de memórias, o que, para mim, não é muito envolvente também.

5 – De repente, o desejo – Susan Fox

Merilee Fallon está para se casar quando começa a se sentir incomodada com a situação. Apaixonada desde os sete anos por Matt, ela sempre sentiu que ele era sua alma-gêmea até que ela vê suas irmãs chegando para o casamento. Todas apaixonadas, vivendo fortes emoções. Ela também queria aquilo, viver uma paixão louca, encontrar um cara que lutasse por ela. Esse casamento pode estar com as horas contadas! 
Matt sempre planejou a vida ao lado de Merilee, e a chegada do casamento só reforça seu amor por ela. Mas quando Merilee entra em crise pré-casamento e decide adiar tudo, ele fica sem chão. Qual seria a maneira de tentar reconquistar o amor de sua vida? 
No último volume da saga das Fallon, acompanhe o fechamento dessa incrível história, na qual o amor, o cara ideal, o destino e o desejo acertaram em cheio o coração dessas lindas irmãs!


É o encerramento da série de quatro livros escritos pela Susan Fox. Os livros não tem nada que fuja do clichê (talvez a ideia de que todas as irmãs encontraram o amor da suas vidas numa viagem, mas...), então não se pode esperar muito do requisito “surpresa”. As histórias serem “baseadas” na teoria do caos talvez seja o que mais fuja do clichê, mas a ideia poderia ser melhor aproveitada, acredito. 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Idade

Suas rugas são linhas de mapas. Que definem as rodovias e as estradas de terra por onde o tempo marcou sua pele. As manchas são as pegadas que as pessoas deixaram quando passearam por você. O brilho do olhar é o sol. Às vezes é nublado, por conta da catarata. Outras, cansado, por conta dos tapas que a vida te deu.
A flacidez da pele apareceu quando você se sentiu renovada e se esticou toda, como um gato. A osteoporose é o resultado de todas as vezes que seus ossos sustentaram o resto do corpo, e o peso de todos os que você carregou. Principalmente aqueles que não sobreviveram.
As estrias são os caminhos percorridos por quem nunca foi corajoso o suficiente para desviar e enfrentar as pedras. A combinação de cicatrizes é única, só sua, quase uma impressão digital. Digital essa que já se apagou, devido aos calos que o trabalho forneceu e das vezes que o forno queimou seus dedos.

A bengala é para evitar que você manque. Depois de tanto ser derrubada, é preciso de algo para te sustentar.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Adornos


Somos nós os “cérebros-anão” da contemporaneidade
Os que botam fé no Deus-Google
Os que precisam sempre de entrada USB
Que morrem se não se carregar

Somos a maior farsa de todos os séculos
Fantasiados de espíritos infinitos
Pregadores da liberdade
Desde que ela esteja conectada

Somos tão limitados que nos esprememos
Até cabermos numa moldura azul e branca
Facebook: o relicário social.
O novo antibiótico dos desesperados:
Compartilhar uma vida linda
Causar inveja nas inimigas (e nas amigas)
Antidepressivo moderno.
Engolido com água da torneira
Porque a garrafa de vinho tinto da foto
Foi só para enfeitar.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Troféu Literário pt. 2 - Os personagens/As surpresas e decepções


Olá, pessoas, cá estou com a segunda parte do Troféu Literário!


2. Os personagens

a) O meu personagem queridinho: 
*Menções Honrosas: Summerset - Série Mortal (J. D. Robb)

b) O personagem que me deu nos nervos: Alasca Young – Quem é você, Alasca (John Green)
Zoey Redbird – House of Night (P. C. Cast e Kristin Cast)
Bella Swan – Crepúsculo (Stephenie Meyer)

c) O meu casal queridinho: Eve Dallas e Roarke - Série Mortal (J. D. Robb)
Diana Blade e Caine McGregor – Destino Tentador (Nora Roberts)

d) O casal que me fez querer vomitar: Evangeline e Alec Caim – Série Marcada (Sylvia Day)

e) O personagem coadjuvante que roubou a cena: Prabaker – Shantaram
Peabody – Série Mortal
Seth – Trilogia dagratidão – Nora Roberts

f) O personagem coadjuvante que eu mataria: Nan Dillon – Rosemary Beach

3. As surpresas e decepções

a)    O autor que mais me surpreendeu: Machado de Assis

b)   O autor que mais me decepcionou: Nicolas Sparks
*Menção honrosa: David Nichols

c)    O livro que mais me surpreendeu: Shantaram – Gregory David Roberts
*Menção honrosa: Águapara elefantes – Sara Gruen
A cabana – William P. Young

d)   O livro que mais me decepcionou: Gone - Lisa Mcman
*Menção honrosa: Tormenta - Lauren Kate

Infinito – Alison Noel

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A última crônica

Estou escrevendo este texto no último dia de aula do décimo período. São 8 da manhã e eu, que detesto acordar cedo, estou a caminho da penúltima prova da faculdade (espero). A partir de amanhã não serei oficialmente formada, mas só vai faltar a colação de grau para que isso aconteça. Sem OAB, sem TCC, sem aulas... sem crônicas da faculdade.
No ensino médio as pessoas me disseram que o pior ainda viria. Que a faculdade era o inferno. E realmente é, mas o inferno fica confortável depois de um tempo e a partir do terceiro período eu já estava acostumada.

Agora, a coisa muda. Agora não tem estágio que faça jus ao status de graduada. Não tem prova que possa ser repetida, nem trabalho que possa ser corrigido com carinho. E se eu achei que o TCC era o chefão, não faço ideia do que virá na próxima fase.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

#eu

Eu tenho que parar com essa mania de escrever só um parágrafo por vez. É cansativo e muito pouco producente. E frustrante. Como se eu só confiasse em mim mesma, no que eu penso, nas ideias que eu tenho, por um parágrafo só. Cinco ou seis linhas, depois disso, é bobagem. São só divagações de uma mente que pensa demais e não se decide sobre o que colocar no texto. Aí, acaba colocando tudo. Ou nada: geminiana. Prazer, eu.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018


O Relógio
de sol,
a cinta:
todos fragmentos
dos dias
de antes
de soar
a trombeta
do apocalipse.
Os polígonos,
o remo;
aqueles objetos
sem a
menor utilidade
para nenhum
de nós.
Até o
peito não
bate como
antes de
tudo mudar.
Sem receios,
sem frio
na barriga,
sem arrepios,
sem sussurros.
Sem sol
brilhante e
ofuscante demais
para mim.
Você foi
e deixou
o vazio.
Antes, éramos
um par
agora não
somos mais
nós dois
Sou eu
só.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Notas sobre se diminuir

Não muito tempo atrás eu tinha um “modelo” que eu queria seguir. Ela escrevia bem, desenhava coisas maravilhosas e ainda era autoconfiante e popular.
E eu era o patinho desconhecido que tentava escrever da mesma forma e que não sabia desenhar. Ainda não sei, por sinal. Eu era a seguidora da abelha rainha que nunca foi notada. A ignorada.
Até que um dia, num desses mundinhos virtuais que não significam realmente nada, eu fui notada. Ela leu um dos textos que eu havia escrito naquele meu jeito torto de imitá-la. Ainda me lembro que era sobre um casal feliz, umas dessas cenas curtas que dizem muito.
A cena em si não dizia muito sobre romance ou profundidade, mas dizia muito sobre mim.
Dizia que eu queria limitar minha escrita a meros textos sobre o amor correspondido que eu nunca tive. Dizia que eu queria ser algo que eu nunca fui, que eu nunca vou ser: ela.
E se eu me lembro do tal texto até hoje, é porque eu tentava ser ela e isso foi só o que ela conseguia escrever. Uma infinidade de textos sobre a mesma coisa, sobre o mesmo casal, com o mesmo sentimento. Por mais que ela tentasse mascarar essa tal “monomania” de estilo, todos sabiam que era sempre a mesma coisa.
Menos eu.
Porque eu só via tudo o que eu nunca seria. Eu só enxergava as palavras que eu nunca escolheria e a pessoa que eu não era capaz de ser.
E a coisa só piorou quando a tal “abelha rainha” finalmente leu o que eu escrevi e resolveu falar algo sobre. Não sei o que era, não vou lembrar as palavras exatas, mas tinha um pouco de um veneno que escorria pelas linhas, mas que eu não fui capaz de perceber.

Enquanto as outras pessoas diziam que ela foi cruel eu aceitava e me conformava: “Eu nunca vou ser assim”. E eu nem fazia ideia de como isso iria me fazer feliz um dia.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Troféu Literário pt. 1 - Os melhores e piores


Olá, pessoas, como vocês estão? Eu vi esse negócio de “troféu literário” no blog “Além do Livro” (https://alemdolivro.com/) e fiquei com muita vontade de participar. Infelizmente, o prazo para participação acabou e eu não pude fazer minha inscrição.
Mas paciência. Na próxima eu participo.
Resolvi, então, fazer uma adaptação: ao invés de ter como referência os livros que li em 2017, vou fazer de todos os livros que eu li durante a minha curta vida de 22 anos.
Sem mais enrolação, vamos ao que interessa:

TROFÉU LITERÁRIO
And the Oscar goes to…
1.    Os melhores e piores
a)    O melhor livro: Shantaram – Gregory David Roberts


Inspirado em acontecimentos da vida do próprio autor, Shantaram narra a história de Lin, que após fugir de uma prisão de segurança máxima, na Austrália, vai para a Índia redescobrir o sentido da vida. Ao lado de Prabaker, seu guia e amigo fiel, Lin mergulha em uma aventura arrebatadora pelo submundo de Bombaim (atual Mumbai), onde abre um posto médico gratuito, faz sua iniciação no mundo do crime organizado e começa a ser perseguido por um inimigo tão misterioso quanto influente.

Sucesso internacional, com mais de dois milhões de exemplares vendidos, Shantaram é o fruto de uma vivência intensa e pessoal do autor, revelando variadas facetas da Índia, desde a sórdida vida na cadeia até a exuberância dos estúdios de Bollywood.


           b)   O pior livro: 50 tons de cinza – E. L. James
Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos.

Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

*Menções Honrosas: A volta para casa – Benhard Schlink
De férias com os avós, o jovem Peter encontra um intrigante relato de um prisioneiro de guerra alemão. O detento descobrira que, durante sua ausência, a mulher constituíra uma nova família. As últimas páginas do romance foram jogadas no lixo, tornando o seu final indecifrável. Intrigado, decide investigar o fim da história, iniciando uma incansável busca pelo seu autor, um homem que apagou todos os rastros. A investigação do jovem acaba por afundá-lo em suas próprias origens e na busca pelo pai, um soldado que ele sempre acreditou ter morrido na guerra.. A volta para casa é uma história sobre pais e filhos, homens e mulheres, guerra e paz.




c) O livro com a melhor capa: A vida peculiar de um carteiro solitário – Denis Thériault (A capa é um envelope!!)
Cartas, poesia e um amor inesquecível. Bilodo vive a tranquila vida de um carteiro sem muitos amigos nem grandes emoções. Completa diariamente seu percurso de entrega e retorna sempre à solidão de seu pequeno apartamento em Montreal. Mas ele encontrou uma excêntrica maneira de fugir dessa rotina: aprendeu a abrir as correspondências alheias sem deixar rastros e passou a ler as cartas pessoais com as quais se depara. E foi assim que ele descobriu o primeiro grande amor de sua vida: a jovem professora Ségolène, que mantém uma misteriosa correspondência com o poeta Gaston, composta somente por haicais. Instigado pela elegância e simplicidade de seus versos, Bilodo se vê cada vez mais fascinado por essa forma de poesia. Mas quando é confrontado com a perspectiva de se ver privado das cartas de Ségolène, ele precisa tomar uma decisão que pode levá-lo mais longe do que podia imaginar. Talvez seja hora de compor seus próprios poemas de amor. “Peculiar e charmoso com um desfecho bem executado , esta novela traz à mente nada menos do que um Kafka apaixonado” The Guardian"

d) O livro com a pior capa: Sombrio – Adler Nobre
Augusto Walker é um garoto que tem sua vida repleta de segredos escondidos por todos os cantos possíveis, porém, ele vê seu mundo transformar-se completamente quando alguns segredos começam a ser desvendados. 
A busca pelo o que é Augusto inicia-se quando ele descobre que sua mãe fora um anjo antes de ser assassinada por um espírito sanguinário e cruel chamado Huire, que misteriosamente está ligado a Augusto, mesmo que os dois estejam destinados a um encontro possivelmente letal, já que o espírito busca o garoto para a morte.
Uma aventura repleta de demônios, exorcistas, anjos e até mesmo doces bruxas está escrita nas páginas de Sombrio.


e) O livro que rendeu a melhor adaptação cinematográfica: A menina que roubava livros – Markus Zusak
 Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

f) O livro que rendeu a pior adaptação cinematográfica (Pensa numa pessoa que ficou cinco mil anos tentando se decidir): A bússola de ouro – Philipp Pulmann
 O primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, se passa em um mundo muito parecido com o nosso — mas com algumas curiosas diferenças. Ciência e religião se confundem. Todo ser humano possui um daemon, um animal inseparável que na infância toma várias formas. E existe um raríssimo objeto que aponta a verdade, mas ninguém sabe fazê-lo funcionar.

Lyra é uma menina levada que vive na tranqüila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Lá, crianças começam a desaparecer. E quando seu grande amigo Roger, some, Lyra parte em sua busca, disposta a desafiar seus próprios temores.
Na paisagem árida do Norte, onde tenta encontrar Roger, Lyra enfrenta uma terrível conspiração que faz uso de crianças-cobaias em sinistras experiências. Entre ursos usando armadura e bruxas que sobrevoam as sombrias geleiras, Lyra terá que fazer alianças inesperadas se quiser salvar o amigo de seu trágico destino.

*Menções Honrosas:  O conde de monte-cristo – Alexandre Dumas
 Traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos, vinganças e muito suspense. A trama de O Conde de Monte Cristo traz uma emoção diferente a cada página e talvez isso explique porque a obra do escritor francês Alexandre Dumas se transformou em um clássico da literatura mundial, mexendo com a imaginação dos leitores há mais de 150 anos.

No romance, o marinheiro Edmond Dantés é preso injustamente, vítima de um complô. Anos depois, consegue escapar da prisão, enriquece e planeja uma vingança mirabolante. A galeria de personagens criada por Dumas faz um retrato fiel da França do século XIX, um mundo em transformação, em que passou a ser possível a mudança de posições sociais. As aventuras de Dantés ainda ganharam diversas versões cinematográficas que colaboraram para o sucesso da trama.

g) O título mais genial: Só por hoje e para sempre – Renato Russo
 Entre abril e maio de 1993, Renato Russo passou vinte e nove dias internado numa clínica de reabilitação para dependentes químicos no Rio de Janeiro. Durante esse período, o músico seguiu com total dedicação os Doze Passos, programa criado pelos fundadores dos Alcoólicos Anônimos, que incluía um diário e outros exercícios de escrita. É este material inédito que vem à tona depois de mais de vinte anos em Só por hoje e para sempre, graças ao desejo de Renato de ter sua obra publicada postumamente. Entremeando as memórias do líder da Legião Urbana com passagens de autoanálise e um olhar esperançoso para o futuro, este relato oferece a seus fãs, além de valioso documento histórico, um contato íntimo com o artista e um exemplo decisivo de superação.


*Menções Honrosas: O guardião de memórias – Kim Edwards
 Com mais de três milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos, O Guardião de Memórias é uma fascinante história sobre vidas paralelas, famílias separadas pelo destino, segredos do passado e o infinito poder do amor verdadeiro. Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down. Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar. A força deste livro não está apenas em sua construção bem amarrada ou no realismo de seus personagens, mas, principalmente, na sua capacidade de envolver o leitor da primeira à última página. Com uma trama tensa e cheia de surpresas, O Guardião de Memórias vai emocionar e mostrar o profundo - e às vezes irreversível - poder de nossas escolhas.

A visita cruel do tempo – Jennifer Egan
 Bennie Salazar é um executivo da indústria musical. Ex-integrante de uma banda de punk, ele foi o responsável pela descoberta e pelo sucesso dos Conduits, cujo guitarrista, Bosco, fazia com que Iggy Pop parecesse tranquilo no palco. Jules Jones é um repórter de celebridades preso por atacar uma atriz durante uma entrevista e vê na última — e suicida — turnê de Bosco a oportunidade de reerguer a própria carreira. Jules é irmão de Stephanie, casada com Bennie, que teve como mentor Lou, um produtor musical viciado em cocaína e em garotinhas. Sasha é a assistente cleptomaníaca de Bennie, e seu passado desregrado e seu futuro estruturado parecem tão desconexos quanto as tramas dos muitos personagens que compõem esta história sobre música, sobrevivência e a suscetibilidade humana sob as garras do tempo.


Como dizer adeus em robô – Natalie Standiford
 Com um toque melancólico, o livro conta a singular ligação entre Bea e Jonah. Eles ajudam um ao outro. E magoam um ao outro. Se rejeitam e se aproximam. Não é romance, exatamente mas é definitivamente amor. E significa mais para eles do que qualquer um dos dois consegue compreender... Uma amizade que vem de conversas comprometidas com a verdade, segredos partilhados, jogadas ousadas e telefonemas furtivos para o mesmo programa noturno de rádio, fértil em teorias de conspiração. Para todos que algum dia entraram no maravilhoso, traiçoeiro, ardente e significativo mundo de uma amizade verdadeira, do amor visceral, Como dizer adeus em robô vai ressoar profunda e duradouramente.



h) O título mais nada a ver: Para uma menina com uma flor – Vinícius de Moraes
As crônicas reunidas neste livro, escritas entre 1941 e 1966, tocam temas díspares, mas fascinantes: o pós-guerra, um desenho de Carlos Scliar, a avenida Atlântica, Hollywood, o assassinato de dez mil pintinhos pelo Ministério da Agricultura, um batizado na Penha, o amor à pátria, a morte de Cecília Meireles, uma "saison" em Caxambu. O cotidiano aqui aparece emaranhado, desconexo, caótico como de fato são os acontecimentos. Vinicius de Moraes sabe que a função do cronista não é a mesma de um administrador, que conecta, limpa e arquiva o mundo real. Ao contrário, ao retratista não cabe escolher o que a realidade lhe oferece, nem discriminar imagens ou acontecimentos. Cabe, sim, pôr-se a serviço do confuso trançado de fatos que compõem o cotidiano e não sucumbir à ânsia de colocar, precocemente, ordem na casa - pois os fatos se ajeitam e se moldam por si mesmos, ou simplesmente se perdem na espiral do tempo. 


*Menções Honrosas: Fica ficando – Jane Tutikian
 Meninos e meninas passam por uma fase incrível de descobertas e incertezas: paixões avassaladoras, festas, o último dia de aula, encontros e desencontros, a sensação de que o mundo não os entende e de que nem eles mesmos se entendem. Fica Ficando é um livro que aborda o universo em que garotos e garotas podem descobrir que as perguntas e respostas de um são, muitas vezes, as perguntas e respostas do outro.


Helena uma garota simples e sonhadora que acaba de sair da 8ª série e gosta de B.G. Já B.G. acaba de sair do 1º ano do Ensino Médio e gosta de Jaque. Mas uma festa de encerramento das aulas pode mudar o jeito de se ver algumas coisas.



i) O melhor enredo: Série mortal – J. D. Robb
 Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.




*Menções Honrosas:  Shantaram – Gregory David Roberts (item a)
A ira dos anjos – Sidney Sheldon
 Jennifer Parker realiza seu sonho ao ingressar na equipe do Promotor Distrital de Manhattan, em Nova York. Sua carreira, no entanto, dura exatamente quatro horas - tempo que leva para cair em uma cilada, durante o primeiro julgamento do qual participa. Acusada de suborno, vê seus projetos irem por água abaixo: além do risco de ter a carteira de advogada cassada. Jennifer pode passar o resto de seus dias na cadeia. Assim começa a história de uma jovem bonita e inteligente e dos homens que influenciam sua vida, entre eles o íntegro Adam Warner, destinado a ser um líder de seu país, e Michael Moretti, um anjo das trevas que procura espalhar suas asas de terror sobre tudo e todos.



j) O pior enredo: Série devoção: J. C. Reed
 Com uma promissora carreira pela frente, Brooke Stewart não é o tipo de pessoa que se envolve em relacionamentos, principalmente em seu trabalho. Entretanto, ao ser enviada para fechar um grande negócio na Itália, ela percebe que uma das peças-chave do seu novo projeto é o cara que ela havia abandonado dias antes em sua cama.

Jett era um homem de negócios. E altamente atraente. Seu sorriso malicioso escondia seus verdadeiros intuitos e seus olhos verdes eram um convite permanente. Sexy e arrogante, um cretino e um estranho, disposto a conseguir tudo o que quer e, desta vez, ele desejava Brooke, não importando o preço a pagar.
Então, quando eles percebem que essa relação pode afetar o mundo dos negócios, surge um contrato...
Perigosamente arriscado. Altamente sexy. Uma relação que não aceitará um não como resposta.


Ps. Continua...
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