terça-feira, 4 de julho de 2017

Capital



A beleza da cidade não está nas árvores do parque
ou no sorriso das crianças no zoológico
nem nas mansões do bairro nobre.
Está no mar de prédios que vemos ao norte
e no monte,
ao longe,
no sul.
Ela está nos hippies na feira,
nas estátuas vivas da praça
e nos ônibus lotados de coletividade.
A beleza da cidade mora na carroça dentro do posto de gasolina
e no homem sorridente ao seu lado;
mora no abraço apertado
de duas pessoas
no meio da estrada.
Essa beleza a gente encontra nos cabelos encaracolados
ou nos curtos;
nos olhos cansados
e nos alertas.
No homem oferecendo seus chinelos ao mendigo,
na humildade da senhora explicando sua pobreza,
na quentinha dada ao morador de rua.
No idoso contemplando pela janela do ônibus.
Na música dos passos que soa no centro,
nas vozes abafadas que escutamos de dentro dos prédios.
Está em todo mundo
que apesar de tudo
faz questão de sorrir.

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