quinta-feira, 29 de março de 2018

Troféu Literário pt. 3 - As sensações


Olá, pessoas, apresento à vocês a terceira parte do troféu literário:


4. As sensações


a) O beijo que me fez suspirar: Retrato mortal (Quando Eve vai até à Irlanda atrás de Roarke)
Eve Dallas vive no ano de 2059, mas nem por isso é uma detetive diferente das atuais: corajosa, destemida, inteligente e muito impaciente. Neste mais recente volume, ela está à caça de um serial killer que assassina vítimas jovens e inocentes, as fotografa após a morte e, no fim, envia as poses para os jornais como se fossem modelos à procura de um emprego. 

A trama começa quando um corpo é encontrado num reciclador de lixo e uma repórter, amiga da tenente Eve Dallas, repassa a informação à policial. Eve parte, então, no encalço de um criminoso que se propõe a oferecer às suas vítimas a eternidade arrancando-lhes a vida no auge da juventude. O assassino, supostamente um fotógrafo ou uma fotógrafa, observa, analisa e registra cuidadosamente cada movimento de seus modelos antes de capturá-los. Sua missão macabra é absorver a inocência, a beleza, a juventude e a vitalidade das vítimas, sugando-as para a câmera com o intuito de tirar um derradeiro e assustador... retrato mortal. 

Para dificultar ainda mais a tarefa de Eve Dallas, um inesperado obstáculo se colocará à sua frente: seu marido, Roarke, descobrirá terríveis fatos sobre o próprio passado. Assim, ela terá de dar assistência ao homem que ama, caminhando na corda bamba que liga a sua vida profissional à pessoal, e buscando justiça nos dois lados do seu mundo.

b) O trecho que mais me marcou: A Cabana – William P. Young - Quando o autor fala sobre o perdão.
 A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.



c) A história que mais me inspirou: Vigiar e punir – Michel Foucault - TCC demoníaco!



 É um estudo científico, documentado, sobre a evolução histórica da legislação penal e respectivos métodos coercitivos e punitivos, adotados pelo poder público na repressão da delinqüência. Métodos que vão desde a violência física até instituições correcionais. 







d) O livro que acabou com as minhas lágrimas: Em casa com Nabokov – Leslie Daniels
 Mãe de dois filhos, divorciada, trinta e nove anos.

* * *
Um manuscrito não publicado de Vladimir Nabokov.
* * *
Um plano de negócios questionável.
* * *
Uma jornada que provará ser deliciosamente fervorosa,
sinistramente cômica e sábia.


“Não há uma única nota falsa ou frase chata nesse livro surpreendente, comovente, sexy e muito, muito engraçado... Uma daquelas histórias que o faz desejar encontrar todos os personagens para um chá.”

Se eu ficar – Gayle Forman
 A última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... E o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.





e) A trama que me causou arrepios: Estrada da Noite – Joe Hill
 Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
"Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto..."
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.
Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.


f) O livro que me deixou mais curioso: Inferno – Dan Brown
 Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.

No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri.

Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.


g) A obra que me fez gargalhar: tequila vermelha – Rick Riordan
 

Jackson "Tres" Navarre retorna para sua cidade natal dez anos após o assassinato de seu pai. Porém, o caminho para as respostas em San Antonio, Texas, é bem mais difícil do que se pensava. Encontros com a máfia, jogos políticos, corrupção e dramas familiares tentarão desviar Tres da verdade ou matá-lo, o que acontecer primeiro.







h) A história da qual eu sinto mais saudades: O conde de monte cristo – Alexandre Dumas
 Um clássico da literatura, que mexe com a imaginação e a sensibilidade de milhões de leitores há mais de 150 anos, ganha finalmente a edição brasileira que merece: em caixa com dois tomos, ilustrado com 170 gravuras de época e enriquecido por mais de 500 notas explicativas. O romance constrói um suspense atrás do outro, numa sequência de peripécias de tirar o fôlego - traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos e vinganças. Publicado originalmente na forma de folhetim entre 1844 e 1846, dois anos depois já circulava em diversas línguas sob a forma de livro, numa carreira vertiginosa que só encontra paralelo na saga de Os três mosqueteiros, outro best-seller de Alexandre Dumas. O conde de Monte de Cristo volta para acertar suas contas com leitores de todo o Brasil.
"Alexandre Dumas diverte como uma lanterna mágica. ... O amor conserva a decência, o fanatismo é alegre, os massacres fazem sorrir." 


i) O crime que me pegou de surpresa: Inferno – Dan Brown

terça-feira, 27 de março de 2018

Livros lidos - Fevereiro 2018

1 – Misto Quente – Charles Bukowski

O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, de origem alemã, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski (1920-1994).

Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, Misto-quente (publicado originalmente em 1982) cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade, a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século 20. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando ele já contava mais de sessenta anos, Misto-quente ilumina toda a obra de Bukowski. Pode-se dizer: quem não leu Misto-quente, não leu Bukowski.


Demorei muito tempo para ler Bukowski por preconceito mesmo. Nunca me pareceu o tipo de livro que eu gostaria de ler, embora entenda porque tantas pessoas adoram sua escrita. “Misto quente” não era o que eu imaginava que seria, mas também não foi uma surpresa, porque não gostei do livro nem do seu personagem principal, Henry.


2 – Guerra Civil – Stuart Moore

Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark – o Homem de Ferro – é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. Assim começa a Guerra Civil.

Fiquei extremamente ansiosa para ler este livro e não me decepcionei. Na verdade, por se tratar de uma adaptação de quadrinhos, eu não esperava muita coisa. Entretanto, tive uma surpresa boa. Ok, não é um romance super elaborado e inesquecível, mas é uma leitura agradável e com certos detalhes que tornam a história envolvente.


3 – Salva por um cavalheiro – Stephanie Laurens

Londres, 1829.
Impetuosamente sequestrada do baile de noivado de sua irmã Heather Cynster com o Visconde Breckenridge, Eliza desperta em um coche estranho a caminho de Edimburgo… Após passar 3 dias e 3 noites sedada, ela fará de tudo para escapar — nem que precise fingir estar desacordada para enganar seus algozes ao longo do percurso. 
Enquanto percorre os prados escoceses pensando em pergaminhos a serem decifrados e em uma esposa com quem possa compartilhar a vida, o erudito Jeremy Carling é pego de surpresa ao ver uma mulher gritando desesperada de dentro de um coche. Parecia alguma conhecida… Alguém a quem fora apresentado em um salão londrino… Mais precisamente… Eliza Cynster!
Apesar de não ser nenhum herói, e sim um especialista em hieróglifos de grande prestígio, seu código de cavalheiro jamais permitiria ignorar uma dama aflita! Mas o perigo os espreita sorrateiramente na forma de um lorde misterioso que insiste em se apoderar de uma das irmãs Cynster. Um confronto à beira do penhasco colocaria um ponto final aos ardis do vilão oculto? Ou seria o momento certo para Eliza e Jeremy ousarem assumir um amor que nasceu em meio a tantos percalços? 

Em “Salva Por Um Cavalheiro”, Stephanie Laurens presenteia seus leitores com a apaixonante história de Eliza, a segunda irmã Cynster, e Jeremy. Ao longo das estradas, vales e montanhas que ligam Edimburgo a Londres, a autora desenvolve uma narrativa audaciosa com personagens sedutores em uma trama de mistério capaz de prender a atenção até a última página.

De todos os três livros da série das irmãs Cynster, este foi o que eu menos gostei. Mas ele cumpre o que promete, a princípio. Eliza é mesmo a irmã menos “temperamental”, digamos assim, e o erudito que a salva é algo a mais do que um erudito, mas não muito.

4 – Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

Memórias de um sargento de milícias', de Manuel Antônio de Almeida, é considerado um dos mais importantes romances brasileiros e inscreveu-se de forma permanente na história da literatura. Seu estilo leve, ágil, e seus personagens que oscilam entre a malandragem e a ironia fizeram dela uma obra única no cenário do século XIX.

Eu sempre tenho certo receio de ler clássicos brasileiros, muito embora tenha gostado de muitos. “Memórias de um sargento de milícias” é um dos que fica no meio termo: eu gostei, mas não vai para a minha lista especial de livros da vida rsrs.



5 – Dos delitos e das penas – Cesare Beccaria


Beccaria foi o primeiro jurista a levantar-se em favor da humanidade e da razão, denunciando os julgamentos secretos e as torturas empregadas como meio de se obter provas de um crime. Uma de suas teses é a igualdade, perante a lei, dos criminosos que cometem o mesmo delito. Sua obra exerceu influência decisiva na reformulação da legislação vigente da época, estabelecendo os conceitos que se sucederam.

Depois de formada na faculdade resolvi ler um dos livros que foram indicados lá no primeiro período. Não que tenha sido uma novidade, Beccaria é tão citado nas doutrinas jurídicas que o livro inteiro me deu uma sensação de nostalgia. É uma ótima leitura, independentemente do ramo de atuação do leitor.
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