Fevereiro 2018

sábado, 10 de fevereiro de 2018

#eu




Eu tenho essa mania de guardar tudo para mim. Fica aqui dentro, tomando um espaço que pesa, sem ser compartilhado ou amenizado. Às vezes, eu nem escrevo porque é difícil demais criar metáforas para o que sinto.
Eu me calo, engulo as palavras e espero que elas voltem para me sufocar. E me sufocam. Depois de um tempo, o fardo fica pesado demais e eu resolvo deixar meu “botão do foda-se” ligado.
E quando a explosão vem, é como se Hiroshima se repetisse em mim.
Eu não me importo com vítimas nem com efeitos colaterais. Por um momento, eu não ligo para quem possa ser atingido. A única coisa da qual eu preciso é explodir.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Livros lidos - janeiro 2018



Olá, pessoas, trago aqui uma pequena lista dos livros que eu li em janeiro de 2018.

1 – Querer e Poder – Nora Roberts

O milionário Jolley Folley sempre sofreu com o estigma de ser um excêntrico incorrigível. De sua numerosa família, apenas dois sobrinhos o compreendiam: a designer de joias Pandora McVie e o escritor Michael Donahue. Apesar de amarem o tio, os dois não se suportam. Ainda assim, ao serem nomeados os únicos herdeiros da imensa fortuna de Jolley, se tornam reféns de seu último desejo: viverem em seu castelo durante seis meses sem ficarem separados um do outro por mais de 48 horas. Pandora e Michael não se importariam de abrir mão da herança, mas preferem que os abutres da família não se tornem os beneficiados. E, em meio a insultos e provocações, além de uma série de sabotagens misteriosas, acabam descobrindo que a ideia do velho Folley talvez não fosse tão ruim...


Fazia muito tempo que eu não lia algum romance da Nora, que sempre foram os meus favoritos. “Voltar às origens”, por assim dizer, me fez pensar sobre como meu nível de “exigência” evoluiu. Querer e poder é um romance bem característico da autora, mas não faz jus ao talento da minha escritora favorita. É aquela coisa: é bom, mas poderia ser melhor. Bem melhor. Mas para quem está começando a ler, é um bom começo.

2 – A arte da ilusão – Nora Roberts

Meio fada, meio bruxa e dona de um orgulho selvagem, Kirby Fairchild se sente como um animal acuado na presença do pintor Adam Haines. Seu sexto sentido está sempre alerta contra ameaças e imprevistos, e Adam pode ser classificado em ambas as categorias. Afinal, ele investiga o desaparecimento de um Rembrandt, e o principal suspeito é o pai de Kirby.
Para enfrentar o perigo, Kirby decide utilizar sua arma mais poderosa: a sedução. Mas ela não imagina que Adam lida muito melhor com situações definidas do que com subterfúgios. Mesmo assim, ele gostaria de não ser tão vulnerável aos encantos de Kirby…
Ao entremear segredos, traições e mistérios, Nora Roberts apresenta aos leitores mais um romance com sua marca registrada e um final surpreendente.


Basicamente a mesma coisa do primeiro livro, só que com duas outras observações: a sinopse não tem ligação nenhuma com o livro (vai entender!) e o desenvolvimento dos personagens deixa a desejar. É claro que não podemos comparar um livro único com uma série (que tem mais tempo para desenvolver os personagens), mas, mesmo assim, não é lá essas coisas.

3 – O primo Basílio – Eça de Queiroz

 (Sem sinopse)

Eu não espero muito dos clássicos, porque tenho certa “preguiça” de ler. Acho que por isso “O primo Basílio” me surpreendeu muito. A linguagem de Queiroz não é tão rebuscada quanto a de outros autores clássicos (José de Alencar, por exemplo) e o livro é mais direto que os outros que li antes. Continuo acreditando que clássicos não deveriam ser enfiados goela abaixo dos adolescentes, mas, se tiver que ser assim, que sejam livros mais fáceis de ler, como O primo Basílio.



4 – O Ateneu – Raul Pompéia

Publicado pela primeira vez em 1888, o livro conta a história de Sérgio, um menino que é enviado para um colégio interno renomado na cidade do Rio de Janeiro, denominado Ateneu. Comandado pelo diretor Aristarco, o colégio mantém regras rígidas e princípios da aristocracia da época. A obra critica a sociedade brasileira do final do século XIX, tomando como metáfora o Ateneu, seu reflexo, um lugar onde vence sempre o mais forte.





Não gostei pelo mesmo motivo que não gosto da maior parte dos clássicos brasileiros: a linguagem é muito rebuscada, o que dificulta o entendimento. É um livro de memórias, o que, para mim, não é muito envolvente também.

5 – De repente, o desejo – Susan Fox

Merilee Fallon está para se casar quando começa a se sentir incomodada com a situação. Apaixonada desde os sete anos por Matt, ela sempre sentiu que ele era sua alma-gêmea até que ela vê suas irmãs chegando para o casamento. Todas apaixonadas, vivendo fortes emoções. Ela também queria aquilo, viver uma paixão louca, encontrar um cara que lutasse por ela. Esse casamento pode estar com as horas contadas! 
Matt sempre planejou a vida ao lado de Merilee, e a chegada do casamento só reforça seu amor por ela. Mas quando Merilee entra em crise pré-casamento e decide adiar tudo, ele fica sem chão. Qual seria a maneira de tentar reconquistar o amor de sua vida? 
No último volume da saga das Fallon, acompanhe o fechamento dessa incrível história, na qual o amor, o cara ideal, o destino e o desejo acertaram em cheio o coração dessas lindas irmãs!


É o encerramento da série de quatro livros escritos pela Susan Fox. Os livros não tem nada que fuja do clichê (talvez a ideia de que todas as irmãs encontraram o amor da suas vidas numa viagem, mas...), então não se pode esperar muito do requisito “surpresa”. As histórias serem “baseadas” na teoria do caos talvez seja o que mais fuja do clichê, mas a ideia poderia ser melhor aproveitada, acredito. 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Idade




Suas rugas são linhas de mapas. Que definem as rodovias e as estradas de terra por onde o tempo marcou sua pele. As manchas são as pegadas que as pessoas deixaram quando passearam por você. O brilho do olhar é o sol. Às vezes é nublado, por conta da catarata. Outras, cansado, por conta dos tapas que a vida te deu.
A flacidez da pele apareceu quando você se sentiu renovada e se esticou toda, como um gato. A osteoporose é o resultado de todas as vezes que seus ossos sustentaram o resto do corpo, e o peso de todos os que você carregou. Principalmente aqueles que não sobreviveram.
As estrias são os caminhos percorridos por quem nunca foi corajoso o suficiente para desviar e enfrentar as pedras. A combinação de cicatrizes é única, só sua, quase uma impressão digital. Digital essa que já se apagou, devido aos calos que o trabalho forneceu e das vezes que o forno queimou seus dedos.

A bengala é para evitar que você manque. Depois de tanto ser derrubada, é preciso de algo para te sustentar.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Adornos



Somos nós os “cérebros-anão” da contemporaneidade
Os que botam fé no Deus-Google
Os que precisam sempre de entrada USB
Que morrem se não se carregar

Somos a maior farsa de todos os séculos
Fantasiados de espíritos infinitos
Pregadores da liberdade
Desde que ela esteja conectada

Somos tão limitados que nos esprememos
Até cabermos numa moldura azul e branca
Facebook: o relicário social.
O novo antibiótico dos desesperados:
Compartilhar uma vida linda
Causar inveja nas inimigas (e nas amigas)
Antidepressivo moderno.
Engolido com água da torneira
Porque a garrafa de vinho tinto da foto
Foi só para enfeitar.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Troféu Literário pt. 2 - Os personagens/As surpresas e decepções



Olá, pessoas, cá estou com a segunda parte do Troféu Literário!


2. Os personagens

a) O meu personagem queridinho: 
*Menções Honrosas: Summerset - Série Mortal (J. D. Robb)

b) O personagem que me deu nos nervos: Alasca Young – Quem é você, Alasca (John Green)
Zoey Redbird – House of Night (P. C. Cast e Kristin Cast)
Bella Swan – Crepúsculo (Stephenie Meyer)

c) O meu casal queridinho: Eve Dallas e Roarke - Série Mortal (J. D. Robb)
Diana Blade e Caine McGregor – Destino Tentador (Nora Roberts)

d) O casal que me fez querer vomitar: Evangeline e Alec Caim – Série Marcada (Sylvia Day)

e) O personagem coadjuvante que roubou a cena: Prabaker – Shantaram
Peabody – Série Mortal
Seth – Trilogia dagratidão – Nora Roberts

f) O personagem coadjuvante que eu mataria: Nan Dillon – Rosemary Beach

3. As surpresas e decepções

a)    O autor que mais me surpreendeu: Machado de Assis

b)   O autor que mais me decepcionou: Nicolas Sparks
*Menção honrosa: David Nichols

c)    O livro que mais me surpreendeu: Shantaram – Gregory David Roberts
*Menção honrosa: Águapara elefantes – Sara Gruen
A cabana – William P. Young

d)   O livro que mais me decepcionou: Gone - Lisa Mcman
*Menção honrosa: Tormenta - Lauren Kate

Infinito – Alison Noel