terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A última crônica

Estou escrevendo este texto no último dia de aula do décimo período. São 8 da manhã e eu, que detesto acordar cedo, estou a caminho da penúltima prova da faculdade (espero). A partir de amanhã não serei oficialmente formada, mas só vai faltar a colação de grau para que isso aconteça. Sem OAB, sem TCC, sem aulas... sem crônicas da faculdade.
No ensino médio as pessoas me disseram que o pior ainda viria. Que a faculdade era o inferno. E realmente é, mas o inferno fica confortável depois de um tempo e a partir do terceiro período eu já estava acostumada.

Agora, a coisa muda. Agora não tem estágio que faça jus ao status de graduada. Não tem prova que possa ser repetida, nem trabalho que possa ser corrigido com carinho. E se eu achei que o TCC era o chefão, não faço ideia do que virá na próxima fase.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

#eu

Eu tenho que parar com essa mania de escrever só um parágrafo por vez. É cansativo e muito pouco producente. E frustrante. Como se eu só confiasse em mim mesma, no que eu penso, nas ideias que eu tenho, por um parágrafo só. Cinco ou seis linhas, depois disso, é bobagem. São só divagações de uma mente que pensa demais e não se decide sobre o que colocar no texto. Aí, acaba colocando tudo. Ou nada: geminiana. Prazer, eu.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018


O Relógio
de sol,
a cinta:
todos fragmentos
dos dias
de antes
de soar
a trombeta
do apocalipse.
Os polígonos,
o remo;
aqueles objetos
sem a
menor utilidade
para nenhum
de nós.
Até o
peito não
bate como
antes de
tudo mudar.
Sem receios,
sem frio
na barriga,
sem arrepios,
sem sussurros.
Sem sol
brilhante e
ofuscante demais
para mim.
Você foi
e deixou
o vazio.
Antes, éramos
um par
agora não
somos mais
nós dois
Sou eu
só.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Notas sobre se diminuir

Não muito tempo atrás eu tinha um “modelo” que eu queria seguir. Ela escrevia bem, desenhava coisas maravilhosas e ainda era autoconfiante e popular.
E eu era o patinho desconhecido que tentava escrever da mesma forma e que não sabia desenhar. Ainda não sei, por sinal. Eu era a seguidora da abelha rainha que nunca foi notada. A ignorada.
Até que um dia, num desses mundinhos virtuais que não significam realmente nada, eu fui notada. Ela leu um dos textos que eu havia escrito naquele meu jeito torto de imitá-la. Ainda me lembro que era sobre um casal feliz, umas dessas cenas curtas que dizem muito.
A cena em si não dizia muito sobre romance ou profundidade, mas dizia muito sobre mim.
Dizia que eu queria limitar minha escrita a meros textos sobre o amor correspondido que eu nunca tive. Dizia que eu queria ser algo que eu nunca fui, que eu nunca vou ser: ela.
E se eu me lembro do tal texto até hoje, é porque eu tentava ser ela e isso foi só o que ela conseguia escrever. Uma infinidade de textos sobre a mesma coisa, sobre o mesmo casal, com o mesmo sentimento. Por mais que ela tentasse mascarar essa tal “monomania” de estilo, todos sabiam que era sempre a mesma coisa.
Menos eu.
Porque eu só via tudo o que eu nunca seria. Eu só enxergava as palavras que eu nunca escolheria e a pessoa que eu não era capaz de ser.
E a coisa só piorou quando a tal “abelha rainha” finalmente leu o que eu escrevi e resolveu falar algo sobre. Não sei o que era, não vou lembrar as palavras exatas, mas tinha um pouco de um veneno que escorria pelas linhas, mas que eu não fui capaz de perceber.

Enquanto as outras pessoas diziam que ela foi cruel eu aceitava e me conformava: “Eu nunca vou ser assim”. E eu nem fazia ideia de como isso iria me fazer feliz um dia.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Troféu Literário pt. 1 - Os melhores e piores


Olá, pessoas, como vocês estão? Eu vi esse negócio de “troféu literário” no blog “Além do Livro” (https://alemdolivro.com/) e fiquei com muita vontade de participar. Infelizmente, o prazo para participação acabou e eu não pude fazer minha inscrição.
Mas paciência. Na próxima eu participo.
Resolvi, então, fazer uma adaptação: ao invés de ter como referência os livros que li em 2017, vou fazer de todos os livros que eu li durante a minha curta vida de 22 anos.
Sem mais enrolação, vamos ao que interessa:

TROFÉU LITERÁRIO
And the Oscar goes to…
1.    Os melhores e piores
a)    O melhor livro: Shantaram – Gregory David Roberts


Inspirado em acontecimentos da vida do próprio autor, Shantaram narra a história de Lin, que após fugir de uma prisão de segurança máxima, na Austrália, vai para a Índia redescobrir o sentido da vida. Ao lado de Prabaker, seu guia e amigo fiel, Lin mergulha em uma aventura arrebatadora pelo submundo de Bombaim (atual Mumbai), onde abre um posto médico gratuito, faz sua iniciação no mundo do crime organizado e começa a ser perseguido por um inimigo tão misterioso quanto influente.

Sucesso internacional, com mais de dois milhões de exemplares vendidos, Shantaram é o fruto de uma vivência intensa e pessoal do autor, revelando variadas facetas da Índia, desde a sórdida vida na cadeia até a exuberância dos estúdios de Bollywood.


           b)   O pior livro: 50 tons de cinza – E. L. James
Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos.

Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

*Menções Honrosas: A volta para casa – Benhard Schlink
De férias com os avós, o jovem Peter encontra um intrigante relato de um prisioneiro de guerra alemão. O detento descobrira que, durante sua ausência, a mulher constituíra uma nova família. As últimas páginas do romance foram jogadas no lixo, tornando o seu final indecifrável. Intrigado, decide investigar o fim da história, iniciando uma incansável busca pelo seu autor, um homem que apagou todos os rastros. A investigação do jovem acaba por afundá-lo em suas próprias origens e na busca pelo pai, um soldado que ele sempre acreditou ter morrido na guerra.. A volta para casa é uma história sobre pais e filhos, homens e mulheres, guerra e paz.




c) O livro com a melhor capa: A vida peculiar de um carteiro solitário – Denis Thériault (A capa é um envelope!!)
Cartas, poesia e um amor inesquecível. Bilodo vive a tranquila vida de um carteiro sem muitos amigos nem grandes emoções. Completa diariamente seu percurso de entrega e retorna sempre à solidão de seu pequeno apartamento em Montreal. Mas ele encontrou uma excêntrica maneira de fugir dessa rotina: aprendeu a abrir as correspondências alheias sem deixar rastros e passou a ler as cartas pessoais com as quais se depara. E foi assim que ele descobriu o primeiro grande amor de sua vida: a jovem professora Ségolène, que mantém uma misteriosa correspondência com o poeta Gaston, composta somente por haicais. Instigado pela elegância e simplicidade de seus versos, Bilodo se vê cada vez mais fascinado por essa forma de poesia. Mas quando é confrontado com a perspectiva de se ver privado das cartas de Ségolène, ele precisa tomar uma decisão que pode levá-lo mais longe do que podia imaginar. Talvez seja hora de compor seus próprios poemas de amor. “Peculiar e charmoso com um desfecho bem executado , esta novela traz à mente nada menos do que um Kafka apaixonado” The Guardian"

d) O livro com a pior capa: Sombrio – Adler Nobre
Augusto Walker é um garoto que tem sua vida repleta de segredos escondidos por todos os cantos possíveis, porém, ele vê seu mundo transformar-se completamente quando alguns segredos começam a ser desvendados. 
A busca pelo o que é Augusto inicia-se quando ele descobre que sua mãe fora um anjo antes de ser assassinada por um espírito sanguinário e cruel chamado Huire, que misteriosamente está ligado a Augusto, mesmo que os dois estejam destinados a um encontro possivelmente letal, já que o espírito busca o garoto para a morte.
Uma aventura repleta de demônios, exorcistas, anjos e até mesmo doces bruxas está escrita nas páginas de Sombrio.


e) O livro que rendeu a melhor adaptação cinematográfica: A menina que roubava livros – Markus Zusak
 Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

f) O livro que rendeu a pior adaptação cinematográfica (Pensa numa pessoa que ficou cinco mil anos tentando se decidir): A bússola de ouro – Philipp Pulmann
 O primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, se passa em um mundo muito parecido com o nosso — mas com algumas curiosas diferenças. Ciência e religião se confundem. Todo ser humano possui um daemon, um animal inseparável que na infância toma várias formas. E existe um raríssimo objeto que aponta a verdade, mas ninguém sabe fazê-lo funcionar.

Lyra é uma menina levada que vive na tranqüila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Lá, crianças começam a desaparecer. E quando seu grande amigo Roger, some, Lyra parte em sua busca, disposta a desafiar seus próprios temores.
Na paisagem árida do Norte, onde tenta encontrar Roger, Lyra enfrenta uma terrível conspiração que faz uso de crianças-cobaias em sinistras experiências. Entre ursos usando armadura e bruxas que sobrevoam as sombrias geleiras, Lyra terá que fazer alianças inesperadas se quiser salvar o amigo de seu trágico destino.

*Menções Honrosas:  O conde de monte-cristo – Alexandre Dumas
 Traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos, vinganças e muito suspense. A trama de O Conde de Monte Cristo traz uma emoção diferente a cada página e talvez isso explique porque a obra do escritor francês Alexandre Dumas se transformou em um clássico da literatura mundial, mexendo com a imaginação dos leitores há mais de 150 anos.

No romance, o marinheiro Edmond Dantés é preso injustamente, vítima de um complô. Anos depois, consegue escapar da prisão, enriquece e planeja uma vingança mirabolante. A galeria de personagens criada por Dumas faz um retrato fiel da França do século XIX, um mundo em transformação, em que passou a ser possível a mudança de posições sociais. As aventuras de Dantés ainda ganharam diversas versões cinematográficas que colaboraram para o sucesso da trama.

g) O título mais genial: Só por hoje e para sempre – Renato Russo
 Entre abril e maio de 1993, Renato Russo passou vinte e nove dias internado numa clínica de reabilitação para dependentes químicos no Rio de Janeiro. Durante esse período, o músico seguiu com total dedicação os Doze Passos, programa criado pelos fundadores dos Alcoólicos Anônimos, que incluía um diário e outros exercícios de escrita. É este material inédito que vem à tona depois de mais de vinte anos em Só por hoje e para sempre, graças ao desejo de Renato de ter sua obra publicada postumamente. Entremeando as memórias do líder da Legião Urbana com passagens de autoanálise e um olhar esperançoso para o futuro, este relato oferece a seus fãs, além de valioso documento histórico, um contato íntimo com o artista e um exemplo decisivo de superação.


*Menções Honrosas: O guardião de memórias – Kim Edwards
 Com mais de três milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos, O Guardião de Memórias é uma fascinante história sobre vidas paralelas, famílias separadas pelo destino, segredos do passado e o infinito poder do amor verdadeiro. Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down. Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar. A força deste livro não está apenas em sua construção bem amarrada ou no realismo de seus personagens, mas, principalmente, na sua capacidade de envolver o leitor da primeira à última página. Com uma trama tensa e cheia de surpresas, O Guardião de Memórias vai emocionar e mostrar o profundo - e às vezes irreversível - poder de nossas escolhas.

A visita cruel do tempo – Jennifer Egan
 Bennie Salazar é um executivo da indústria musical. Ex-integrante de uma banda de punk, ele foi o responsável pela descoberta e pelo sucesso dos Conduits, cujo guitarrista, Bosco, fazia com que Iggy Pop parecesse tranquilo no palco. Jules Jones é um repórter de celebridades preso por atacar uma atriz durante uma entrevista e vê na última — e suicida — turnê de Bosco a oportunidade de reerguer a própria carreira. Jules é irmão de Stephanie, casada com Bennie, que teve como mentor Lou, um produtor musical viciado em cocaína e em garotinhas. Sasha é a assistente cleptomaníaca de Bennie, e seu passado desregrado e seu futuro estruturado parecem tão desconexos quanto as tramas dos muitos personagens que compõem esta história sobre música, sobrevivência e a suscetibilidade humana sob as garras do tempo.


Como dizer adeus em robô – Natalie Standiford
 Com um toque melancólico, o livro conta a singular ligação entre Bea e Jonah. Eles ajudam um ao outro. E magoam um ao outro. Se rejeitam e se aproximam. Não é romance, exatamente mas é definitivamente amor. E significa mais para eles do que qualquer um dos dois consegue compreender... Uma amizade que vem de conversas comprometidas com a verdade, segredos partilhados, jogadas ousadas e telefonemas furtivos para o mesmo programa noturno de rádio, fértil em teorias de conspiração. Para todos que algum dia entraram no maravilhoso, traiçoeiro, ardente e significativo mundo de uma amizade verdadeira, do amor visceral, Como dizer adeus em robô vai ressoar profunda e duradouramente.



h) O título mais nada a ver: Para uma menina com uma flor – Vinícius de Moraes
As crônicas reunidas neste livro, escritas entre 1941 e 1966, tocam temas díspares, mas fascinantes: o pós-guerra, um desenho de Carlos Scliar, a avenida Atlântica, Hollywood, o assassinato de dez mil pintinhos pelo Ministério da Agricultura, um batizado na Penha, o amor à pátria, a morte de Cecília Meireles, uma "saison" em Caxambu. O cotidiano aqui aparece emaranhado, desconexo, caótico como de fato são os acontecimentos. Vinicius de Moraes sabe que a função do cronista não é a mesma de um administrador, que conecta, limpa e arquiva o mundo real. Ao contrário, ao retratista não cabe escolher o que a realidade lhe oferece, nem discriminar imagens ou acontecimentos. Cabe, sim, pôr-se a serviço do confuso trançado de fatos que compõem o cotidiano e não sucumbir à ânsia de colocar, precocemente, ordem na casa - pois os fatos se ajeitam e se moldam por si mesmos, ou simplesmente se perdem na espiral do tempo. 


*Menções Honrosas: Fica ficando – Jane Tutikian
 Meninos e meninas passam por uma fase incrível de descobertas e incertezas: paixões avassaladoras, festas, o último dia de aula, encontros e desencontros, a sensação de que o mundo não os entende e de que nem eles mesmos se entendem. Fica Ficando é um livro que aborda o universo em que garotos e garotas podem descobrir que as perguntas e respostas de um são, muitas vezes, as perguntas e respostas do outro.


Helena uma garota simples e sonhadora que acaba de sair da 8ª série e gosta de B.G. Já B.G. acaba de sair do 1º ano do Ensino Médio e gosta de Jaque. Mas uma festa de encerramento das aulas pode mudar o jeito de se ver algumas coisas.



i) O melhor enredo: Série mortal – J. D. Robb
 Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.




*Menções Honrosas:  Shantaram – Gregory David Roberts (item a)
A ira dos anjos – Sidney Sheldon
 Jennifer Parker realiza seu sonho ao ingressar na equipe do Promotor Distrital de Manhattan, em Nova York. Sua carreira, no entanto, dura exatamente quatro horas - tempo que leva para cair em uma cilada, durante o primeiro julgamento do qual participa. Acusada de suborno, vê seus projetos irem por água abaixo: além do risco de ter a carteira de advogada cassada. Jennifer pode passar o resto de seus dias na cadeia. Assim começa a história de uma jovem bonita e inteligente e dos homens que influenciam sua vida, entre eles o íntegro Adam Warner, destinado a ser um líder de seu país, e Michael Moretti, um anjo das trevas que procura espalhar suas asas de terror sobre tudo e todos.



j) O pior enredo: Série devoção: J. C. Reed
 Com uma promissora carreira pela frente, Brooke Stewart não é o tipo de pessoa que se envolve em relacionamentos, principalmente em seu trabalho. Entretanto, ao ser enviada para fechar um grande negócio na Itália, ela percebe que uma das peças-chave do seu novo projeto é o cara que ela havia abandonado dias antes em sua cama.

Jett era um homem de negócios. E altamente atraente. Seu sorriso malicioso escondia seus verdadeiros intuitos e seus olhos verdes eram um convite permanente. Sexy e arrogante, um cretino e um estranho, disposto a conseguir tudo o que quer e, desta vez, ele desejava Brooke, não importando o preço a pagar.
Então, quando eles percebem que essa relação pode afetar o mundo dos negócios, surge um contrato...
Perigosamente arriscado. Altamente sexy. Uma relação que não aceitará um não como resposta.


Ps. Continua...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Error


Hoje eu percebi que alguns textos inacabados se apagaram, o que não acontece frequentemente. Os arquivos deram erro e não houve como restaurar. E olha que eu tentei, até demais. Mas não foram todos que se perderam; de todos os mais de 20 textos inacabados que eu tenho salvos no computador, apenas três ficaram corrompidos. Justamente os três que eram sobre você. Acho que é um sinal, e sim, eu ainda sou a louca do “tudo acontece por um motivo”. Alguém está me dizendo, não sei quem, talvez meu computador ou meu subconsciente: é hora de te apagar de vez.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Liability


Acho que eles querem brincar comigo até que nenhuma das minhas peças funcionem mais. E quando isso acontecer, quando eu estiver dentro de um táxi, chorando à caminho de casa, eles devem querer fazer o sol nascer para queimar todas as feridas que não cicatrizaram. Eles querem que eu chegue em casa e me olhe no espelho. E quando eu me reconhecer, eles vão fazer tudo de novo até que eu não me reconheça mais. Eles querem que eu tenha o verão perfeito para que a agonia seja maior quando tudo for arrancado de dentro de mim. Até que eu não funcione mais, até que eu saiba o que eu realmente sou para todos os que me amam ou que tentam me amar: um fardo. Pesado demais para qualquer um carregar.


domingo, 14 de janeiro de 2018

Complicado

Simples. Duas sílabas. Adjetivo de dois gêneros e dois números. E você atribuiu à duas pessoas: nós.
Nós. Pronominal e pronominal pessoal. Primeira pessoa do plural, indicando eu mais outra(s) pessoa(s). Funciona como sujeito, como predicativo, como complemento precedido de preposição. Ou como desculpa.
Desculpa. Substantivo feminino. Razão ou motivo alegado por alguém para desculpar a si mesmo ou a outrem. Justificativa:
Nós não funcionamos juntos. É simples”.
Me desculpe (agora como clemência para com falta acometida; perdão), mas nós somos muitas coisas. Somos loucos, estúpidos por levar isso adiante, somos culpados por não “funcionarmos juntos mais”. Somos tudo, somos qualquer coisa. Mas não somos simples.
Não foram simples os sorvetes que tomamos nos domingos ensolarados, não foram simples as séries que assistimos nos dias chuvosos, não foram simples os beijos que trocamos no chuveiro. Não foram simples os cafés da manhã tardios, as noites passadas na hidromassagem, os votos que planejávamos fazer dentro de uma igreja.
Seus acessos de raiva não foram simples, muito menos minhas lágrimas.
Se você acha que minha aceitação para suas desculpas foi simples (isenta de significações secundárias; mera, pura), seu cérebro que deve ser simples. Por não perceber o esforço que eu fazia para juntar os cacos e fingir que nunca havíamos quebrado um ao outro enquanto eu tentava consertar toda a nossa “simplicidade”.
Nós, eu e você, nunca fomos simples. Mas o que senti foi. O amor que eu te dei sempre foi “desprovido de simulações ou fingimentos; espontâneo, franco”. Ao contrário do seu, que sempre foi complicado.

Complicado. Adjetivo. Composto de elementos que entretêm relações numerosas. Pejorativamente: o que é excessivo, extravagante, confuso.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Sobre ser mulher

Ser mulher é crescer ouvindo “você só vai se seu irmão for” ou “quem vai junto?”. É ter horário p’ro seu pai te buscar porque sua mãe quer dormir e você não pode voltar sozinha. É fazer a volta porque o caminho mais curto também é escuro. É não precisar ser telepata para ler os pensamentos quando você afirma saber alguma coisa. “Você?! Duvido!” É se preocupar com companhia sempre que vai viajar.
Ser mulher é passar a vida inteira provando para o mundo que você não precisa provar nada para ninguém. É ouvir elogios aos seus olhos, sorriso, ao seu corpo e nunca à sua mente. É ter sua inteligência diminuída por causa do tamanho do seu manequim. E não importa realmente o tamanho. Se ele for grande, você é burra. Se for pequeno, também.
É precisar alisar o cabelo porque o cacheado é feio. É deixar de alisar o cabelo para se libertar dos padrões de beleza. É aceitar que você vai receber críticas o tempo inteiro. É ter que se maquiar. É não precisar se maquiar para ficar bonita.
É muito mais do que sentir cólicas e ficar louca na TPM.
É conviver diariamente com os olhares, com as palavras, com todas as piadas. É ser chamada de bruxa desde a idade média. É precisar de um protetor.
É ter que ser feminina. É abrir mão da vaidade para ser considerada inteligente. É não poder se casar por amor porque você, como eu disse antes, precisa de um protetor. É ser “a vagabunda” por não ter se casado por amor, por ter muitos “namorados”, por chegar de madrugada.
Ser mulher é ser julgada. Por todos. Até mesmo por outras mulheres. É ouvir coisas como “toda mulher é bissexual. Se não é, é porque nunca provou outra mulher”. Ser mulher é ser violentada constantemente, diariamente. E a violência não é só a física e muito menos sexual.
Ser mulher é ter que olhar p’ro espelho todos os dias e saber que se você se acha bonita, é arrogância. Se se acha feia, é mimimi.

Ser mulher é entender que esse texto também vai ser considerado mimimi.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Alguns fatos sobre a prova da OAB


Não é difícil, você que fica com medo de não ter aprendido nada em 5 anos (alguns não aprendem mesmo, mas ok, sem julgamentos).
Você não precisa de cursinho, mas vai pagar mesmo assim porque... vai que... né?!
Você vai sair da sala com a certeza de que não passou e vai brigar consigo mesmo umas vinte vezes para não conferir o gabarito no mesmo dia.
E você vai conferir o gabarito no mesmo dia.
Se você não passar, vai querer sumir do mundo e sumir com quem perguntar se você passou. Porque na primeira fase TODO MUNDO passa.
Mas sua mãe sempre disse que você não é todo mundo e o medo é... inevitável.
E aí você vai ter que estudar mais de dez peças diferentes. E só vai estudar umas três. Porque não tem tempo e nem ânimo.
Entra na sala rezando para cair uma das peças que você estudou.
Se cair, você vai ser a pessoa mais feliz do mundo.
Se não cair, lágrimas cairão.
E se você errar a peça todos vão te olhar com pena e vão te incentivar e dizer que na próxima você passará.
É que se errar a peça, você tira zero nela. E você não consegue passar se tirar zero na etapa da peça prático-profissional.
Sem pressão.
São só cinco anos de faculdade, mais de 60 mil reais de faculdade, deus sabe quanto foi que você gastou de passagem de ônibus e 260 reais de inscrição.
É isso aí. Sem pressão. Você tem a obrigação de passar na prova da OAB.
Mas, se não passar, tudo bem.

Não era sua obrigação.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

As mentiras que te contaram sobre a faculdade


Eles disseram que era divertido, que você teria muitos amigos e que as pessoas eram maduras.
Porra nenhuma.
Sabe como é?
Uma bosta.
Você não vai para o bar todo dia porque não tem dinheiro e muito menos frequenta festas toda sexta-feira. Os professores dão sermão do mesmo jeito e seus colegas não são seres amadurecidos e superiores que resolvem todos os conflitos de forma educada e paciente.
Filhote, você não faz ideia de como a mente humana é capaz de ter a idade de uma criança do maternal.
Os trabalhos realmente dão trabalho até que você aprende alguma forma de evitar o trabalho. Alguns escolhem o jeito mais rápido: plágio. Outros aprendem algo sobre troca de favores e tem os que preferem fazer os trabalhos sozinhos para evitar dor de cabeça.
O que não acontece sempre.
Logo no início eles te mandam ler uma porrada de livros que não te interessa e que não vai dar para entender nem metade do que está escrito ali. Metade da faculdade é composta de aulas de história e da habilidade de deixar tudo para a última hora.
A outra metade você resume em luta por nota. E na maior parte do tempo você vence, mas... É. Nem sempre.
Eles também disseram que o difícil era entrar. Que, depois do vestibular, tudo era mais fácil porque você escolheu e estudar o que você escolheu é melhor. Quem diabos entra na faculdade de direito porque escolheu estudar economia eu não sei, mas... Eles disseram. Mais uma mentira.
No final, todos estão exaustos demais, mas sempre sobra ânimo para comemorar a formatura. Ah, mais uma coisa: metade das pessoas que vão à formatura não vão se formar. Dos que vão efetivamente se formar, grande parte não vai participar da festa por diversos motivos. E a maioria também vai se arrepender de ter participado.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

As verdades que te contaram sobre a faculdade


É igual à escola. Com direito à panelinhas, fofocas e intrigas. A diferença é que você pode beber (e bebe, mas só no início e no final) enquanto antes você não podia e bebia mesmo assim.
Alguns professores estão mesmo pouco se lixando para o mundo que não gira ao redor do umbigo deles e os trabalhos são mesmo fruto de psicografia.
Orientador não serve para nada. E é bem mais fácil entrar do que continuar ali.
Seu dinheiro vai parar no xerox e sua alimentação se baseia em salgados cheios de gordura e cerveja.
Você não se sente “O TAL” fazendo estágio e não consegue nem ir no cinema de tão cansado. Também não vai conseguir mudar o mundo sendo apenas um universitário.
Roupa passada? Sapato engraxado? Perfume caro? Ilusão. A única coisa indispensável é café forte o dia inteiro porque se você não beber pelo menos um litro, não para em pé.
E os calouros deixam de ser legais quando você deixa de ser calouro. Na verdade, eles são um saco com aqueles rostos limpos e descansados que exalam felicidade.
O final é a melhor parte justamente por ser o final. Mas também é o período de maior desespero e a nostalgia começa a tomar conta dos assuntos de todo dia.
Eles estavam certos: é o inferno. Mas é o melhor inferno que você vai viver na sua vida.

E por mais que pareça que você aproveitou muito os cinco anos da sua vida universitária, nunca foi (e nem será) o suficiente.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Sobre aprendizado


2017 não foi fácil. Na verdade, foi um dos anos que mais demoraram a passar. E que passou muito rápido. O último ano da faculdade, o primeiro ano enfrentando a selva que é BH... O ano em que tive muitas vitórias, o ano em que me senti invencível diversas vezes para logo depois levar um tapa na cara (ou vários) da vida e me dar conta de que ninguém é invencível e que a felicidade, assim como tudo o mais, é passageira. Foi a primeira vez que eu me senti culpada por comemorar enquanto várias pessoas ao meu redor choravam.
Assim, 2017 foi o ano do aprendizado. Aprendi com as coisas novas, aprendi com as vitórias e, principalmente, aprendi com as pessoas que se foram e vão deixar saudade. Aprendi a valorizar cada instante porque, sendo justo ou não, ele pode ser o último. E se o tormento não é eterno, o paraíso também não é. E é por saber disso que eu entendi o valor que os bons momentos possuem. Principalmente agora, que a perspectiva para 2018 não é das melhores.

O que eu levo para o novo ano é o medo do que não pode ser evitado. Milhares de coisas não dependem de mim, existem milhares de pessoas que eu não sou capaz de ajudar; lá fora, tem uma infinidade de motivos pelos quais 2018 pode ser ruim. Então, no que depender de mim, eu, que sempre detestei promessas de réveillon, prometo que 2018 vai ser um ótimo ano.
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